É provável que julgue o outro tanto quanto a si mesmo.


Julgamos para estabelecer parâmetros. Deixar de julgar é tarefa para os grandes mestres, pois nós, seres mortais, julgamos sim e muito!


O julgamento faz parte do nosso dia a dia. Não vejo, no julgamento, algo ruim, desde que seja feito com consciência, sem excesso.


Se você julga o outro o tempo todo com críticas, não aceitando como o outro é ou o que escolhe fazer, observe se faz isso com você mesmo, se tem o hábito de se criticar, se julgar. Veja se você se identifica com a seguinte frase: Para mim, nada está bom, sempre pode melhorar!


Caso se identifique com essa frase, pode ser que viva uma eterna insatisfação com você mesmo e com o mundo que o cerca. Talvez o “pensamento julgador” seja um hábito, podendo ser parecido com o “pensamento da vítima”.


O sistema de defesa da mente ligou; a sirene tocou, estabelecendo um grande NÃO para tudo que é novo, diferente. Quando isso acontece, nos armamos em nossas defesas, julgar vira um “escudo” de proteção. “Não aceito uma nova informação, sem que antes eu avalie se está de acordo com o que acredito que tenha que ser.” Nessa avaliação, se o medo de desconstruir as próprias crenças for grande, o julgamento e a crítica também serão.


Se você está cansado de ser assim, precisa treinar uma nova forma de pensar; tentar ser mais flexível em relação ao que observa no mundo; ser menos exigente; desconstruir a ideia da verdade absoluta; aceitar as diferenças... Veja bem, aceitar não quer dizer concordar. Você pode aceitar que o outro escolha pintar o cabelo de azul, e o fato de ele pintar não o incomodar, mas isso não quer dizer que precise concordar com a escolha do outro e, tampouco, pintar o seu cabelo de azul.


Somos seres diferentes, com infinitas possibilidades. Querer que o “mundo” seja como você julga ser bom é um trabalho árduo e, provavelmente, em vão. Abrir espaço na mente e no coração para entender que existem diversas formas de experimentar essa vida pode ser um caminho para o equilíbrio. O julgamento serve para que você se diferencie do outro, reconhecendo sua individualidade, que pode ser parecida ou não com a individualidade do outro. Fato é que igual nunca será!


Tatiana Auler

Terapeuta


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Um pouco de Poesia...


Os outros e eu


Todos parecem tão certos do que dizem.

Por que somente eu tenho dúvidas?

Será que apenas eu me arrependo?

Somente eu queria ter pensado um pouco mais antes de cada resposta?

Antes de cada desabafo?

Antes de cada acusação?

Antes de cada assertiva?


O mundo parece tão seguro de si.

Enquanto eu sou como um galho longo ao vento.

Sem controle. Sem previsibilidade. Sem proteção.

Sem um destino que não seja o de ser levado

Ser tocado, ser empurrado, ser manobrado, estar ao léu.


O universo parece tão bem resolvido.

Mas eu sou um poço de incertezas,

Um dirigível gigantesco de interrogações,

Um mar de promessas que não se cumpriram,

Um sem fim de coisa nenhuma.



​Edna farias

Professora de Português/Literatura

Revisora de textos

Aprendiz de poeta

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