Descubra a importância de negociar com os seus pensamentos


Quantas vezes você empacou em uma decisão sem saber para onde ir. Críticas, pensamentos autodestrutivos, pensamentos sem fim...A pergunta que fica é: Você sabe gerenciar os seus próprios pensamentos?

Gerenciar os próprios pensamentos é saber organizá-los, direcioná-los, acalmá-los... e por aí vai! É muito comum apenas deixar o pensamento fluir, como se não existisse a possibilidade de pausá-lo ou direcioná-lo para um novo tema. Por falar em tema, você já observou quais os temas que ficam rodeando os seus pensamentos? Aqui vai uma brincadeira para você fazer: Seus pensamentos se parecem mais com um filme de terror, romance, suspense, comédia, ficção científica ou de super-heróis? Tente responder a essas perguntas. As respostas te ajudarão a se conscientizar sobre a qualidade dos seus pensamentos.

Mas e a tal da negociação? Como ela pode acontecer e nos ajudar no dia a dia? Imagine que você irá conversar com uma outra pessoa sobre um tema super complexo e que você terá que tomar uma decisão a partir do que o outro lhe apresentar. É natural que você questione, fazendo um monte de perguntas, que você desconfie, que você sinta ansiedade, medo, esperança. Essas "coisas" também acontecem quando estamos argumentando e contra-argumentando com os nossos próprios pensamentos. Você percebe que existe uma emoção por trás de cada pensamento que surge na sua cabeça? Muito provavelmente a sua angústia passará pelas emoções do medo e do desejo. Como a própria palavra nos ensina, negociar é tentar encontrar um equilíbrio entre as partes. Vamos imaginar que dentro de você existe a parte medo e a parte desejo. A negociação que você fará provavelmente passará pela busca do equilíbrio entre o medo e o desejo. À medida que desejamos, também sentimos medo das consequências. Às vezes, são medos insuportáveis, que nos tiram do caminho do nosso desejo.Em outras, medos suportáveis, que nos permitem dar um pouco mais de atenção ao que desejamos.

Vejamos um exemplo bem simples: Imagine que você está desejando comer algo que te tirará da sua dieta. Você sabe que não é certo comer aquele alimento, mas ainda assim, o seu desejo está gritando. Outras partes suas, como o medo, a angústia, a culpa, também estão coexistindo com o seu desejo. E agora, o que fazer? Você sabe que, se comer, irá se sentir angustiada e culpada por saber que não era para ter feito isso, e que não comer também te gerará angústia por não atender o seu desejo. É neste momento que entra o poder da negociação! Nesse exemplo, negociar significa trazer à consciência a sua prioridade. Qual é a prioridade na sua vida? Emagrecer e ter prazer com o próprio corpo ou se saciar com prazeres imediatos, que duram apenas o tempo em que o alimento está em sua boca?

Aprender a negociar com os próprios pensamentos é como ser o melhor gerente da sua própria empresa. Seus pensamentos são como uma equipe e precisam se entender. Tente, a partir dessa analogia, começar a fazer boas negociações e encontrar um equilíbrio maior entre a sua mente e as suas ações.


Tatiana Auler

Psicóloga

CRP 05/56969

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