O que você cultiva em sua relação? Amor ou desavença? Todos queremos amor, mas será que o cultivamo


Por que temos tanta dificuldade em confiar?


Para que Confiar? Gostaria de ser uma mosquinha para saber o que você respondeu após ler essa pergunta. Será que sua resposta foi algo parecido com: Para que confiar, se tenho certeza de que vou me decepcionar? Se foi assim que respondeu, continue lendo o texto.

A confiança sobre a qual estou falando é muito maior do que simplesmente acreditar que o outro fará exatamente o que você quer, ou, até mesmo, que o outro agirá da mesma forma que você agiria em uma determinada situação. Tenho uma novidade para você: A única pessoa capaz de trair você é você mesmo! Sabia?

Num primeiro momento, essa frase pode parecer cruel ou, até mesmo, sem sentido, já que, quando pensamos em traição, imaginamos outra pessoa fazendo algo contra a gente. Vou explicar melhor: Se você for uma pessoa rígida em suas regras e pensamentos, provavelmente irá se decepcionar muitas vezes. Se for mais flexível, sabendo lidar com as diferentes formas de ser e de agir das outras pessoas, se decepcionará menos. Compreenderá que cada ser é livre e tem direito de escolher o que falar, como agir, aonde ir... Claro que toda ação gera uma reação, ou seja, consequências para ambos os lados. Também sei que não é tão simples assim na prática.

Vamos à consciência desse tema:

Cada pessoa nesta terra, incluindo você, age hoje de acordo com as experiências do passado. Vamos supor que você tenha vivido uma história, quando criança, de abandono. Essa sementinha do abandono estará sempre presente em você e, quando se relacionar com alguém nos dias de hoje, provavelmente se relacionará a partir do medo de ser abandonado. Seus medos, angústias, tristezas..., provavelmente, estarão relacionados ao medo de que o outro vá embora. Entende? Outro exemplo: Se você teve pais que se agrediam verbalmente ou, até mesmo, fisicamente, hoje, provavelmente, você resolverá seus conflitos da mesma maneira, nas agressões, ou terá tanto medo dessas agressões que fará tudo para evitar o conflito e não se posicionará em nenhuma situação. Nenhuma das duas possibilidades é saudável.

Vivemos hoje uma tentativa de ajustar nossas relações anteriores.

Pergunto a você: Quantos tipos de traição você conhece? Traído por alguém contar um segredo seu, por ficar com outra pessoa, por falar que vai se comprometer com algo e sumir, por dizer que é de um jeito e ser de outro, por prometer e não cumprir, por falar uma coisa e fazer outra... Pode ser que você lide melhor com alguns desses tipos e com outros, não. Tudo dependerá do que você viveu em seu passado e, é claro que, se você fizer um bom trabalho de autoconhecimento, poderá lidar com as "traições" de maneira mais consciente e que lhe atingirá menos.

A vantagem em fazer um trabalho voltado para o autoconhecimento é entender as repetições de padrões dos relacionamentos que você vive hoje, por conta do seu passado. A partir do momento em que você compreende, fica mais fácil sair da rigidez das regras que você impõe ao outro e a si mesmo e entender que o outro também age de acordo com o passado dele.

A confiança precisa acontecer de dentro para fora! É reconhecendo seus potenciais, sua índole, sua verdade, que entenderá que, se o outro agir de uma forma diferente da sua, não o estará traindo, estará sendo apenas o que ele dá conta de ser naquele momento. O mais importante é saber que, se não concorda com a atitude do outro, você tem todo direito de ser você mesmo e, através de sua índole, do que acredita que é válido dentro de um relacionamento, poder continuar nessa relação ou não.

Dica:

Vamos entender seu passado para que transforme seu presente e possa ter mais confiança em si mesmo?

A dica de hoje é bem simples. Separe, pelo menos, uma hora para fazer este exercício com calma. Se fizer correndo, não verá resultado!

- Pegue quatro folhas e um lápis.

- Em uma folha, conte a história de seus pais. Como era sua mãe, seu pai e a relação entre eles.

- Pegue outra folha e conte a sua história nos relacionamentos que teve ou que está tendo. Como você se vê, como vê o outro e como vê a relação.

- Agora, em uma terceira folha, escreva o que você percebeu que vive igual à relação de seus pais e o que vive extremamente diferente. Empregue mais tempo nessa etapa, vale a pena!

- Para finalizar, escreva, em uma página, o que seria o equilíbrio dentro de uma relação.

Esse exercício ajuda você a identificar como funciona seus relacionamentos afetivos, onde está preso em seus medos de viver algo parecido com o passado e, por isso, não consegue relaxar e confiar que é capaz de viver uma relação harmoniosa, com confiança e parceria! Lembre-se de que, em toda e qualquer relação, as duas pessoas sempre estão buscando algo para aprender na vida.

Faça a sua parte, confie e escolha viver o que for melhor para você neste momento de sua vida!

Tatiana

Auler

Terapeuta

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