Pior do que abandonar o outro é abandonar a si próprio.


A dor do abandono é uma sensação de falta, de desamparo enorme.

É curioso pensar em como somos capazes de largar tudo pelo outro, mas, quando é para fazermos por nós mesmos, não saímos do lugar.

Por que isso acontece? Vamos tentar entender.

A nossa criança interior pede cuidado, proteção, carinho, apoio. Quando essa criança não está bem nutrida, acaba esperando que o outro supra tais necessidades.

As sensações de carência e impotência imperam. Então, espera-se que o outro faça por nós o que deveríamos reconhecer que somos plenamente capazes de fazer.

Ficamos reféns do amor, cuidado e proteção do outro, no entanto, quando é para nutrir o outro desses mesmos afetos, conseguimos plenamente.

Não é estranho pensar que o desejo de proteger o outro é o mesmo desejo que temos que o outro faça pela gente, mas a força é diferente quando aplicamos ao outro? Parece ser necessário que o outro faça por nós para sanar a falta e os medos da criança interior.

Enquanto você está sentado esperando que o outro faça por você, o outro também está sentado, esperando que você faça por ele. Esse movimento gera uma carência generalizada.

Podemos melhorar essa sensação de abandono sendo "o outro" para nós mesmos. Tentar se enxergar como se fosse uma outra pessoa que precisa ser nutrida, reconhecendo o que pode ser feito por ela.

Não se preocupe mais com o outro do que com você. Não é para ser individualista ou egoísta, é para encontrar o equilíbrio! Cuidar mais do outro do que de você mesmo é tão desequilibrado quanto cuidar só de você.

Para refletir.

Busque distinguir o que é capaz de fazer sozinho do que é necessário ter outra pessoa para fazer com/por você.

Responder essas perguntas vai ajuda-lo a entender essa questão.

1. O que sou capaz de fazer sozinho?

2. O que seria bom ter alguém para fazer comigo/por mim?

Busque o equilíbrio, reconhecendo sua força, coragem e amor próprio para poder fazer por você tanto quanto faz pelo outro. Não se abandone!


Tatiana Auler

Terapeuta


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Um pouco de poesia...


A paz de saber que me basto

Acompanha agora meus passos.

Está dentro de mim a felicidade,

Não em outros espaços.


A serenidade com a qual o vi chegar

E a ausência de medo se você se for

Mostram-me que fiquei maior

Do que tudo a meu redor.


Há tanto a ser amado em mim;

Existe muito a ser admirado na vida;

Tenho bastante a agradecer;

Sou por mim querida.


Viverei com o que sou,

Seguirei com o que tenho.

Feliz, enfim, estou.


Edna Farias

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