Por que escolher as melhores palavras melhora a qualidade das suas relações?


Em um universo com milhares de palavras e muitas delas com significados parecidos, o que conta no resultado final, mais do que o significado que a própria palavra tem, é o peso emocional que ela gera na outra pessoa. Devemos pensar que, quando falamos uma frase, ela é carregada de emoção, intenção e significado. Sabemos também que a interpretação do outro está baseada em seu arsenal de conhecimento, tanto pelo significado da palavra em si quanto pela ideia sobre a qual ela está representada dentro do universo de experiências anteriores do outro. Uma simples pergunta como "Onde você estava?", para uma pessoa que foi controlada uma vida inteira por uma mãe ou por um pai, pode gerar até calafrios, enquanto que, para uma pessoa que foi cuidada, pode, a mesma pergunta, ter um significado diferente: o de que o outro está preocupado, cuidando, protegendo. A partir dessa interpretação, essa pergunta pode gerar uma boa sensação.


Palavras benditas e palavras malditas! Aprendi com o meu querido Deva Vassant (psicólogo clínico) que palavras benditas são as palavras boas, leves, gentis, com significado positivo e que, na maioria das vezes, geram bons resultados. Já as palavras malditas são as palavras carregadas de densidades, emoções pesadas e que geram no outro sensações desconfortáveis emocionalmente.


Se tivermos a consciência de que, dependendo das palavras que escolhemos utilizar, existirá um impacto diferenciado nos diálogos, com toda a certeza podemos reduzir drasticamente os conflitos nas relações.


Devemos entender também que existem pessoas focadas em brigar, discutir, bater boca, defender a sua verdade com excesso de rigidez, gerando desconforto no diálogo. Para essas relações, temos quer ser sábios e escolher a hora certa de interromper o diálogo, pois não adiantará, ainda que com a melhor das intenções, que você use da sabedoria das escolhas de suas palavras caso o outro não esteja disposto a ouvi-las.


Observe também como foi a dinâmica do diálogo dentro do seu contexto familiar. Como lhe ensinaram a se comunicar? Como lhe ensinaram a ouvir? Quais são as palavras escolhidas e aplicadas nos diálogos: malditas ou benditas? Toda essa observação fará com que você compreenda como melhorar a sua comunicação. Lembre-se sempre de que um bom trabalho de autoconhecimento ajuda você a aprimorar a sua relação com você mesmo e com o outro.


Tatiana Auler

Psicóloga

CRP 05/56969