Quem critica o outro critica mais ainda a si mesmo


Estamos inseridos em uma cultura do pensamento crítico e do julgamento, o que nos torna muito exigentes com nós mesmos e com o outro. Automaticamente, o excesso de crítica, julgamento e exigência traz como consequência a baixa autoestima.


Ao pensarmos em autoestima, estamos falando sobre valorizar a si mesmo, reconhecer os próprios potenciais e virtudes e poder expor esse posicionamento de amor próprio para o mundo. Mas como expor tal manifestação se, ao manifestarmos o nosso bom pensamento sobre nós mesmos, recebemos um olhar "torto", no qual estão embutidos pensamentos como "você é metido" ou "você se acha"?

Ou seja, a autoafirmação sobre si mesmo não é bem vista. O resultado disso é que se passa a ter a necessidade de aprovação do outro para uma validação de si mesmo e aumento da autoestima. Seria quase como se você fosse autorizado a falar bem sobre si mesmo somente através da fala do outro. Ou seja, afirmar que se é bom, que se valoriza, que se tem amor próprio é motivo para ser criticado, e isso faz com que o estímulo do autovalor deixe de existir.


Outro ponto importante a se observar é o modelo de pensamento de sua família. Uma família com hábitos críticos, exigentes e julgadores desfavorece e gera uma barreira ainda maior para se vencer o desafio de um pensamento mais valoroso sobre si mesmo.


Devemos também considerar que existe sempre um lado do ser humano que não suporta se deparar com a valorização do próximo, pois isso o faz se dar conta de que não é tão bom quanto o outro. Traduzindo, ele sente inveja. A inveja também é um comportamento que dificulta a valorização do outro e tem como consequência o aumento das críticas e julgamentos, pois é alimentada certa raiva pelo fato de o outro ser bom. Paralelamente a isso, quem tem uma boa autoestima e reconhece os próprios valores tende a guardar para si mesmo os pensamentos de autovalor, corroborando a "onda" do tabu de falar bem de si mesmo.


É necessário vencer o medo de manifestar amor por si mesmo! Sair da dependência dos aplausos para a validação de que se é bom e, assim, não ter a necessidade de o outro validá-lo. Não será fácil afirmar para o mundo que você se valoriza, mas mais difícil é viver pensando mal sobre si mesmo. Por amor a você, se ame, se ame, se ame e se ame cada vez mais!


Tatiana Auler

Psicóloga

CRP 05/56969

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