Se você não der conta nem de si mesmo, como quer dar conta do outro?



Emoções à flor da pele, intolerância, impaciência, ansiedade, raiva, angústia…. Quantas pessoas você conhece que passam a maior parte de seus dias "passeando" por uma dessas emoções? E você? Com quais emoções se identifica mais em seu dia a dia?


O problema é que muitas vezes o "coleguinha" ao seu lado também está na mesma densidade de frequência de energia que você. É quando um grita para o outro: CALMAAAA!!! Pensando sobre o real significado da palavra, gritar CALMA com raiva torna-se um tanto quanto contraditório, não acha?


Como posso dar conta das emoções desequilibradas do outro se não estou minimamente equilibrado emocionante e dando conta das minhas emoções? Você já se fez essa pergunta?


Muitos relacionamentos acabam por falta do equilíbrio emocional, ou melhor, por falta de um bom desenvolvimento da Inteligência emocional. Se você não tem inteligência emocional para lidar com as próprias emoções, não saberá lidar, nem mesmo ajudar o outro a lidar com as próprias emoções.


Mas afinal, o que é essa tal de inteligência emocional? Bom, você que me acompanha e já leu um de meus textos sabe que adoro uma analogia! Para explicar a inteligência emocional, falarei sobre a Inteligência intelectual. Imagine que você trabalha em uma empresa e que o seu chefe te apresenta um projeto que ele não está conseguindo dar conta de encontrar uma solução. Naquele momento, você buscará em seus arquivos internos, dentro de você, os conhecimentos técnicos que já adquiriu e identificará quais ferramentas que utilizar para dar conta daquele projeto. Com a inteligência emocional não é diferente. Quando uma situação se apresentar para você, provocando uma emoção em desequilíbrio, você terá que buscar em seus arquivos quais habilidades/virtudes que você tem para enfrentar aquele desafio. Por exemplo: se uma pessoa muito ansiosa vem falar com você e te ativa a raiva, em vez da raiva, você pode buscar uma virtude que você tenha e que melhor se encaixe naquele momento: paciência, compaixão, resiliência… e por aí vai. Dessa maneira, além de evitar muitos conflitos externos e internos, os conflitos em suas relações diminuirão.


Fácil não é, eu sei…. Mas nada que uma boa dose de autoconhecimento não ajude. O autoconhecimento vai te ajudar a reconhecer os seus pontos fracos e a desenvolver a sua inteligência emocional.


Se você tem dificuldades em lidar com situações simples no dia a dia, se é afetado emocionalmente muito facilmente, procure um profissional da área da psicologia para lhe ajudar a compreender a si mesmo e a se tornar uma pessoa mais equilibrada e tranquila na vida.


Deixo a dica do Livro: Inteligência emocional, do autor Daniel Goleman. Até a próxima!


Tatiana Auler

Psicóloga

CRP 05/56969