Um buraco no peito.


Um buraco no peito…

Solidão dói! Dói na alma, dói no peito. Um vazio que parece não se encher nunca. Tenta-se preencher esse vazio com o externo. Mas quem disse que preenche?!


Que vazio é esse? O que dói? Onde dói? O que faz doer? Que solidão é essa, onde tudo que é colocado some nesse vazio, cai em um buraco sem fundo, desaparece em um poço sem fim?


A dor da solidão dói no coração da criança solitária; coração que bate dentro do peito de um corpo adulto; coração solitário que ainda espera compreensão, apoio, carinho e colo do mundo para se fortalecer e crescer preenchido. Se isso não acontece, continua sendo um coração sofrido, solitário, partido.


Preencher o vazio, curar essa dor não é tarefa fácil. É tão difícil preencher esse vazio que se delega essa responsabilidade ao outro. É dado ao outro essa missão impossível. E essa impossibilidade existe porque o vazio é da própria pessoa e não do outro; logo, se o outro não dá conta de preencher seu próprio vazio, não seria capaz de preencher o vazio de outra pessoa.


Em vez de colocar a dor do coração vazio da criança no peito de um adulto, no peito de um outro adulto que, talvez, também tenha a mesma dor do coração da criança, o que acha de cuidar de seu coração em seu próprio peito? Penso que essa é a melhor maneira de acabar com a dor da solidão que existe em cada um.


Tatiana Auler Terapeuta: TISI: ALINHAMENTO ENERGÉTICO Técnica de Interpretação Simbólica Intuitiva