Você vive o que você quer ou o que a sociedade impõe?


É comum, quando aparece uma pessoa transgressora, a sociedade julgar. Mas – pensa comigo – das pessoas que você conhece que fizeram diferença neste mundo, quantas seguem um padrão social?


Um medo pode surgir ao agir fora das "regras" sociais: o da rejeição.


Desde o nascimento, buscamos a aprovação do outro. Lembra-se de quando você era criança e ficava feliz ao fazer alguma coisa legal e tinha um adulto olhando, ou quando chamava alguém para ver um pulo muito alto que você iria dar? É a mesma coisa hoje, só que trocamos o pulo, o desenho, por certificados, notas, currículos, roupas, carros...


Se o que você valoriza é o que a sociedade julga ser bom, maravilha! Mas, quando você valoriza coisas diferentes do que as da maioria, é um prato cheio ao julgamento.


O que pode acontecer é a pessoa se tornar "rebelde" ao olhar da sociedade ou ter que se "encaixar" nos padrões para poder conviver e se sentir aceita. Mas, se a própria pessoa não se aceitar porque o que está fazendo é para ser aceita e não porque quer, verdadeiramente, fazer o que faz, é um tiro que sai pela culatra, insatisfação constante.


Como fugir dessa angústia de não poder ser o que se quer, se o que se quer foge aos padrões? Aceitação é a palavra. Aceitar que seus valores são outros e não é por isso que será desvalorizado; aceitar que os valores da sociedade podem ser diferentes dos seus, sem que você se desvalorize.


Se você não brigar com os valores das outras pessoas e aceitar os seus sem necessitar da aprovação do outro é possível não gerar tantos conflitos.


Tatiana Auler

Terapeuta


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